Uma nova economia? Um novo modelo de consumo, ou seria um novo modelo de capitalismo?

Vivemos no Brasil num sistema capitalista. Normalmente neste modelo, temos os considerados burgueses ou capitalistas, que são a minoria, e os trabalhadores, a maioria, que trocam sua força de trabalho por salários. Uma das características deste modelo é que “toda negociação é feita com dinheiro”.

A economia colaborativa ou consumo colaborativo está propondo um “novo modelo” em que o acesso supera a posse; onde as mídias sociais tem facilitado a conexão entre pessoas e empresas, valorizando o benefício de produtos e serviços; em que as pessoas e empresas primam por comprar menos e poderem consumir mais, reinventando as formas de acesso.

A ideia é com o avanço das TIC’s, sairmos da propriedade privada para o acesso compartilhado, afinal uma vez conectado, é possível identificar com facilidade quem está precisando de que, em que horas e onde e quem tem a oferecer, da melhor forma, com as melhores condições ou formas e que nem sempre precisará ser com dinheiro! por exemplo: uma pessoa tem uma capacidade intelectual que está aberto a compartilhar esta competência, pode por exemplo trocar pelo transporte que ela precisará, podendo acontecer inclusive num modelo de permutas bilaterais.

Numa perspectiva disruptiva, empreendedores começam a visualizar oportunidades de
reinventarem as formas de promover negócios, num momento de crise, assim como aconteceu em 2008 nos Estados Unidos, em meio à crise, em que as pessoas passaram a buscar alternativas de terem acesso a bens e serviços de forma inovadora.

As mídias sociais se mostram mais poderosas que nunca, neste novo conceito de consumo, conectando pessoas, empresas, suas dores e ou necessidades de realizar algo, promovendo o acesso e agregação de valor, realização de sonhos.

Engana-se quem pensa que o conceito de consumo colaborativo é simplesmente doação,
que não pode ser monetizado! Este novo modelo facilita o acesso por meio de trocas, desapego, compartilhamento, rateios, troca de dia, permutas, moedas criativas, moedas sociais; compra em conjunto para maior economia; união de classes para melhores negociações e poder de compra e muito mais.

Temos muitos empreendedores entendendo esta oportunidade e criando modelos
inovadores de acesso, como por exemplo o serviço de locomoção da UBER; o caso dos produtores rurais de Itamonte-MG, que praticam a troca de dia, pela localização do município inviabilizar o acesso e o que poderia tornar mais caro ou inviável muito do que produzem.

Esta economia de rede está nos mostrando a generosidade e a confiança como construtos de valor, proporcionando novas experiências a pessoas que talvez nunca teriam o acesso a produtos e serviços hoje possíveis, como por exemplo, o compartilhamento de casas e ou quartos ociosos, para viajantes, que não poderiam pagar as altas taxas de hotéis ou meios de hospedagens tradicionais.

Bom, mas isso é só o começo. Acredito que para um salto que acontecerá neste novo
modelo mental, estamos apenas “engatinhando”. Já temos empreendedores entendendo que é preciso adotarmos uma nova “moeda”, simbólica, num modelo de permutas multilaterais, porém, encontrando desafios, pois não existe ainda uma legislação específica para reger este novo conceito, esta nova forma de aquisição.



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