Como empreender na era do Compartilhamento (O poder das Conexões)

Não use velhos mapas para descobrir novas terras”.

Nesta manhã eu poderia ter agendado um café da manhã compartilhado com empreendedores do Japão ou outro lugar distante, e num click discutirmos assuntos de extrema relevância para a sociedade sem sairmos do lugar, ou seja, sem custos de viagens, etc. graças às conexões da internet e do poder das plataformas para realizar webinars ou webconferências. Aliás, este é um meio que muitas empresas estão usando para economizar, diminuir nas despesas com deslocamentos. Ainda nesta manhã eu que não tive tempo de ir à academia, acessei um canal do youtube com aulas gratuitas de poucos minutos para quem quisesse acessar e fazer junto os exercícios orientados por um profissional e sem nenhum custo, isto sem sair de casa. Claro, para as pessoas conhecerem o seu serviço, degustarem e se matricularem posteriormente. Em seguida, acessando as notícias, passando por várias jornais e páginas na WEB, gratuitamente, lendo as notícias de todo o mundo, sem sujar minhas mãos com aquele jornal que há algum tempo, eu recebia na porta de casa todas as manhãs, com noticias regionais. Isto também para as pessoas se tornarem clientes e caso alguém queira ser assinante para receber as matérias em PDF e outros serviços, aí já estará familiarizada e em contato. Ao passar pelo site da Porvir (iniciativa de comunicação e mobilização social que mapeia, produz, difunde e compartilha referências sobre inovações educacionais), vejo algumas matérias, como: “Ferramenta localiza pesquisadores que produzem conhecimento para a educação; 16 dicas de como compartilhar um projeto”. Pensei logo, quanta modernidade e generosidade ao mesmo tempo!. O telefone toca em seguida e é o gerente do meu Banco, muito atencioso ao telefone dizendo que só ligou para reforçar que sabe o quanto o meu tempo é precioso, e que seria inaceitável que eu perdesse tempo me deslocando de casa até uma agência, e que então estava se colocando à disposição para qualquer necessidade e suporte, por telefone, chats, emails, etc. para eu fazer tudo pela internet, ou de casa. Muito bom. Logo lembrei-me da quantidade de agências dos bancos convencionais fechando, com novas estruturas sendo redesenhadas, ou seja, novos modelos de negócios que estão praticando, onde diminuem as estruturas físicas para não se tornarem inviáveis.

A campainha toca e é minha sobrinha de 9 anos, que pediu a mãe para trazê-la porque estava com saudades da tia. Ela ficou um pouco no escritório comigo e logo se saiu com esta: “Tia, você está fazendo poucos vídeos para postar no youtube. Sabia que se postar vídeos e muitas pessoas clicarem, você pode ganhar dinheiro?! mas tem que fazer todo dia, toda semana!”. Pensei: Estamos mesmo na era do compartilhamento, onde as pessoas sentem-se empoderadas, se estiverem online e numa ilha, se estiverem desconectadas! E claro, você é o que você compartilha! Até as empresas estão de olho nas redes sociais para visitar os perfis dos candidatos á vagas ou mesmo de seus colaboradores.

Falando nisso, você já pensou no papel das redes sociais como fio condutor das manifestações no Brasil e no mundo? Em 13 de março de 2016, por exemplo, houve um movimento da população brasileira, quando mais de 3,3 milhões de pessoas foram às ruas em pelo menos 250 cidades brasileiras. Tratava-se de brasileiros que protestaram contra os governantes. A divulgação se deu pelas redes sociais, tudo com data, hora e local marcados, e num movimento de clicks, chegava a todos num piscar de olhos. Isto mesmo, agora muitas manifestações estão acontecendo online. Tempos Modernos!. Um outro exemplo, é o abaixo-assinado online que reuniu cerca de 1 milhão assinaturas em 25 dias no ar. O documento protestava contra mudança anunciada por operadoras.

São novas formas de se fazer acontecer. Inovação, criatividade, conectividade, compartilhamento, desapego; confiança; sustentabilidade, novas experiências. São construtos que estão totalmente atuais. Albert Einstein já dizia: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

A internet é uma base sem precedentes para a criação de novos modelos de negócios a partir dela. Agora é a hora de usarmos a rede para criarmos novas empresas ou novas formas de trabalhar. Não está com condições financeiras de empreender num local que terá que alugar e bancar os custos? Que tal dividir este espaço com outros empreendedores (Coworking); quer reclamar de um mau atendimento que recebeu de um fornecedor? Use o (www.reclameaqui.com); Procurando uma nova experiência de viagem, com hotéis ou hospedagens mais em conta? Use o (www.airbnb.com); Está precisando de um financiamento para um projeto de cunho social que acabou de elaborar, gravar um disco ou publicar um livro? Acesse a plataforma (www.catarse.com). Está querendo economizar na compra de livros da escola para o seu filho? Que tal frequentar a feira de livros da escola?. Aquelas ideias para um novo produto que lançará no mercado? Que tal usar a estratégia da Fiat com o Fiat Mio (www.fiatmio.cc), que foi uma invenção coletiva e abertura total para novos paradigmas.

Estamos num momento de repensar nossos modelos de negócios. As pessoas, ou seja, nossos potenciais clientes, estão buscando transparência e não aceitam nada menos do que o que foi contratado. E se não ficarem satisfeitos, num click eles podem identificar outros grupos similares com as mesmas necessidades e que podem relatar de suas boas ou más experiências, que se multiplicam também em segundos. É hora de inovar na forma de empreender, porque o futuro dos negócios é compartilhar, ou melhor, o presente já é compartilhado. As pessoas contam tudo, a todos. O famoso boca a boca, está no curtir, compartilhar e comentar.

Seguem algumas dicas então para você empreender na era do compartilhamento, época em que as conexões geram poder:

  • 1) Este negócio que você pensa em empreender, resolverá que tipo de problemas de pessoas e ou empresas? Existe realmente este problema?
  • 2) O que você entende deste segmento que está querendo empreender? Se não entende tanto, onde poderá buscar informações sobre o mesmo? Tem alguém que poderia ser seu mentor? Alguém que tem características empreendedoras que ti inspiram;
  • 3) Esta ideia de negócio é inovadora? Virá num modelo disruptivo? Qual será sua proposta de valor? Quais os benefícios que este produto/serviço trará para as pessoas como diferencial? Por quê as pessoas o adquiririam?
  • 4) Você já pensou em prototipar esta ideia de empreendimento e ir em campo para validar com as pessoas? Será que elas aprovariam? Será que pagariam este preço que você está computando? Qual o modelo de negócio que melhor as atende?
  • 5) Depois de ir em campo receber feedbacks, ajuste as ideias, fazendo correção e melhorias;
  • 6) Está claro para você quem é o seu público alvo, o segmento que pretende atender? Este segmento é crescente? Tem grupos organizados? já pesquisou sobre como são atendidos atualmente?
  • 7) Quais os canais de comunicação, entrega e promoção do seu produto, serão usados? Este modelo está inovador, participativo, compartilhado, transparente e de fácil acesso e resposta?
  • 8) Como será o relacionamento com seus clientes? Será um atendimento personalizado? lojas físicas? atendimento online?
  • 9) Para iniciar este empreendimento, de quanto precisará para investir? E para a manutenção mensal, quanto será necessário faturar?
  • 10) O que sustentará o seu empreendimento? De onde virão as receitas?
  • 11) Tem alguma parceria estratégica que poderia estabelecer?

Boa sorte e saiba que estas respostas são apenas o começo para iniciar o seu modelo de negócios inovador, disruptivo, considerando o compartilhamento das ideias, gostos, satisfações e insatisfações, tendo a internet, as redes sociais e plataformas em geral, com grande poder nas conexões.



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